HOMEOPATIA NA MEDICINA COMPLEMENTAR E ALOPATIA


1. HOMEOPATIA - MEDICINA COMPLEMENTAR OU NATURAL

Durante o século XVIII, os Vitalistas entendiam a doença como algo provocado por um desequilíbrio da energia vital do ser vivo e definiam tal energia como aquilo que animava este ser vivo, ou seja, o que lhe conferia a vida.

Com tendências antropológicas e humanísticas, essa corrente de pensamento refletia tradições da medicina grega primitiva da Escola Médica de Cós, onde pontificou Hipócrates (460 – 377 a.C.), que interpretava as doenças dentro do quadro específico e peculiar de cada paciente, abordando-o como uma totalidade indivisível, apoiando a terapêutica nas reações defensivas naturais, que era a mais respeitada.

Também a Hipócrates atribuiu-se a sistematização de um grande princípio de cura que se mantêm nos dias atuais na Homeopatia: “Similia Similibus Curentur”, os semelhantes são curados pelos semelhantes.

Todavia, podemos afirmar que para a escola de Cós havia doentes a serem curados, e não doenças a serem tratadas como é hoje na medicina oficial, que tenta curar o doente dando somente ênfase ao órgão afetado e não se preocupa com a energia e a força vital da pessoa.

A Homeopatia é uma terapêutica que consiste em tratar os doentes valendo-se de remédios preparados em diluições infinitesimais e capazes de produzir no homem aparentemente sadio sintomas semelhantes aos da doença que devem curar num indivíduo específico. Ela é uma terapêutica da pessoa, isto é, está orientada para a compreensão global do sujeito doente dentro do seu mundo e para o aspecto pessoal de suas reações doentias diante das agressões que sofre.

1.1. A Homeopatia baseia-se em leis naturais fixas e imutáveis e são 4 Princípios Fundamentais:

1.1.1. Lei dos Semelhantes


Princípio básico e alicerce maior da terapêutica homeopática, o Similia Similibus Curantur só veio a ser entendido e aplicado a partir dos estudos de Hahnemann, que retomou o princípio da semelhança de Hipócrates (460 - 377 a.C.), quando realizou a primeira experiência com quinino em si mesmo e sentiu que havia encontrado a resposta à sua procura de uma arte de curar lógica e realmente eficaz e curativa.

Realizou suas experiências com metodologia científica, obtendo resultados que podem ser reproduzidos quantas vezes se desejar.

Toda substância capaz de provocar certos tipos de sintomas, sejam físicos ou psíquicos, num indivíduo sadio é capaz também de curar um sujeito doente que mostre estes mesmos sintomas. Este é o principio dos semelhantes.

Para melhor compreensão da diferença entre o princípio dos semelhantes e o princípio dos contrários. Imaginemos que para curar uma enfermidade em um certo paciente o médico alopata receita um medicamento alopático em sentido contrário. Já o homeopata tenta modificá-la indicando na mesma direção com um medicamento homeopático onde este medicamento imprime à Energia Vital um padrão semelhante e mais forte que o preexistente.

Pela Lei dos Semelhantes, as substâncias existentes na natureza (de origem mineral, vegetal e animal) têm a potencialidade de curar os mesmos sintomas que são capazes de produzir. Exemplificando de uma maneira bem simples: se uma pessoa ingerir doses tóxicas de uma substância chamada Arsenicum, irá apresentar sintomas tais como dores gástricas, vômitos e diarréia; se, por outro lado, dermos essa mesma substância homeopática, preparada a um enfermo que apresenta dores gástricas, vômitos e diarréia com características semelhantes àquelas causadas pela substância em questão, como resultado iremos obter a cura desses sintomas.

1.1.2. Experimentação no homem sadio

As experimentações com substâncias homeopáticas, devem ser realizadas em seres humanos sadios para que possam ser usados para curar seres vivos doentes. Somente em pessoas saudáveis porque a doença se manifesta não só por sinais objetivos observáveis pelos sentidos, mas também por sintomas e sensações subjetivas. Não seria possível registrar completa e fielmente as sensações subjetivas de cães, ratos ou gatos, pois estes não poderiam nos comunicar durante suas experimentações.

Não existem dois seres humanos exatamente iguais na saúde ou na doença; cada um tem sua individualidade. Para tratamento dos animais ou das plantas usa-se os resultados das experimentações nos seres humanos, por analogia de sintomas, até que sejam realizadas experimentações específicas para cada espécie.

As experimentações são realizadas pela administração de uma determinada substância a um grupo de indivíduos, os experimentadores, considerados saudáveis após passarem por exames clínicos e laboratoriais, e que não sabem quais substâncias estão experimentando. Em cada experimentação, os sintomas físicos, psíquicos, emocionais, as sensações e alterações no modo de ser e estar, de reagir e interagir com o meio, que vão surgindo nos experimentadores, vão sendo cuidadosamente anotados e, posteriormente, classificados e analisados, dando origem ao que chamamos de Patogenesia.

Muitos medicamentos foram experimentados e reexperimentados várias vezes e por muitos autores. Outros medicamentos foram menos estudados e necessitam de novas experimentações para ampliar nosso conhecimento com relação ao seu campo de atuação ou potencialidade curativa. É a esses conjuntos de sintomas de um determinado medicamento registrados em livros específicos, isto é, às Patogenesias, que o homeopata recorre a fim de encontrar o medicamento mais semelhante a cada caso, o medicamento que chamamos de Simillimum.

Diante do exposto, é fácil entender o erro do mito que "se o medicamento homeopático não faz bem, mal não faz". Como vimos, o medicamento homeopático pode, potencialmente, provocar os mesmos sintomas que é capaz de curar.

1.1.3. Doses mínimas e dinamizadas

No início de suas experiências, Hahnemann usava medicamentos diluídos, porém ainda contendo matéria. Com o tempo foi percebendo que essas diluições ainda eram suficientemente fortes para causarem, às vezes, sérias agravações quando os medicamentos eram administrados aos pacientes. Devido a essas reações indesejáveis, passou a diluir cada vez mais os medicamentos, percebendo que obtinha melhores resultados quando eram também agitados. Foi assim que chegou às doses infinitesimais e dinamizadas.

Ele observou que à medida em que a massa ia sendo diluída, mais energia as substâncias pareciam desprender pelo processo de agitação. Não era a quantidade de substância que importava, ao contrário, quanto menor a quantidade presente e quanto mais agitada era a diluição, maior potencial de energia curativa possuíam. Portanto, o medicamento homeopático é uma forma de energia que atua sobre a Energia Vital dos seres vivos. A dose diminuta prescrita pelo homeopata, não é mera diluição ou atenuação do remédio forte. Ela é o que se chama potência, isto é, algo que possui poder.

As doses mínimas e dinamizadas, que sempre foram e continuam sendo inseparáveis da prática homeopática, têm sido com certeza o maior obstáculo à aceitação e adoção desse método terapêutico com maior amplitude pelos médicos e leigos em geral. Por lidarmos com sintomas subjetivos e com um tipo de energia extremamente sutil, as pesquisas devem ser realizadas dentro de um novo paradigma, com outros instrumentos de avaliação e análise dos resultados.

1.1.4. Medicamento único

Hahnemann recomendava o uso de apenas um medicamento de cada vez, ou seja, o medicamento que contivesse o maior número de sintomas que o paciente apresenta.

Existem divergências, como em todos as especialidades médicas e em todas as áreas do conhecimento humano, entre as várias escolas homeopáticas em todo mundo. Todas têm suas razões e ponderações.

Temos basicamente duas tendências: a Unicista, que usa apenas um medicamento para tratar todos os sintomas de um determinado paciente, e a Pluralista, que usa vários medicamentos, um para cada grupo de sintomas do paciente, como é feito na alopatia.

O homem é um só órgão, o organismo função.(Hipócrates,460 – 377 a.C.)

1.2. Como são os medicamentos homeopáticos?

O medicamento homeopático pode ter a forma líquida ou sólida.

1.2.1. Forma líquida

Para ser tomado em gotas, vem preparado em solução hidroalcóolica, que pode ser diluída em água, na hora de tomar.

As doses únicas, são preparadas em água destilada ou solução hidroalcóolica, par ser tomada conforme determinação do homeopata.

1.2.2. Forma sólida

Glóbulos – são grânulos de sacarose, que é o açúcar da cana-de-açúcar. Seu tamanho depende da padronização da farmácia. Devem ser chupados como balas.

Tabletes e comprimidos – são preparações com lactose, o açúcar do leite. Variam de tamanho, de acordo com a padronização das farmácias. Os tabletes são facilmente dissolvidos na boca, enquanto os comprimidos levam mais tempo.

Pós (tabletes) – são preparados em lactose e acondicionados em papelotes. Basta colocar o conteúdo do papel na boca, ou dissolver em um pouco de água.

A quantidade de medicamento pode ser expressa em peso, volume ou unidade:10 g ou 120 tabletes; 15 ml; 3 papéis.

2.ALOPATIA – MEDICINA OFICIAL OU TRADICIONAL

Sob influência da Escola de Cenido as correntes Mecanicistas, Materialistas, Organicistas e Antivitalistas, tinham como pressuposto fundamental a percepção do organismo humano como uma máquina, relacionando a doença com alterações fisiológicas e com o foco voltado para as áreas de anatomia, fisiologia e depois bioquímica.Para esta escola médica, a patologia e a terapêutica eram localizadas, onde se fazia uso de um raciocínio médico analítico, com o tratamento mais intervencionista que expectante. Em suma, para esta corrente de pensamento há doenças a serem tratadas e não doentes, isto é, no modelo de medicina oficial os seres vivos não são tratados como únicos e tampouco como um todo.

“Contraria Contrariis Curantur”, os contrários são curados pelos contrários, base terapêutica medicamentosa alopática, que é a origem da atual alopatia. Tal medicina centra sua atenção na concepção de doença como desordem orgânica, no plano biológico e somático, no qual busca explicar o que provocou o rompimento do estado de equilíbrio do organismo. Esta explicação passa pela célula, órgão, indivíduo e família, apóia-se em relações de causa e efeito, considera o enfermo como um organismo-máquina, o reduz a um grupo de peças que devem funcionar exatamente igual em todos os sujeitos.

Tais condutas, obedecem ao modelo de tratamento da doença local, onde procuram corrigir ou suprimir a desordem orgânica através de um medicamento que atue em sentido contrário ao da doença. Todavia, se é uma febre receita-se um antitérmico para baixá-la, e se é uma inflamação, a prescrição é de antiinflamatórios. Contudo, nota-se que tal procedimento só irá fazer com que essas enfermidades se internalizem na pessoa doente, que estará curada parcialmente e não de uma forma ampla, que é o ideal de cura, pois quem estará curado é a pessoa e não a doença local.

3. DIFERENÇAS ENTRE A HOMEOPATIA NA MEDICINA COMPLEMENTAR E ALOPATIA NA MEDICINA OFICIAL

3.1. Medicina Complementar

A cura se processa do interior para o exterior, de cima para baixo, dos órgãos de maior hierarquia para os de menor hierarquia e primeiro nas doenças mais novas para depois agir nas mais antigas, cada ser humano é diferente de outros seres humanos,os sinais e sintomas servem tanto para identificar a doença como para precisar a terapêutica personalizada que o doente precisa, diagnóstico clínico, diagnóstico terapêutico, tratamento individualizado,a medicina complementar usa estímulos energéticos positivos, os quais geram grande energia vital, os estímulos energéticos são potencializados, no entanto, o poder do medicamento não será em sua quantidade, contudo em sua configuração depois de suas sucessivas diluições e dinamizações infinitesimais.

O Simillimum é o medicamento constitucional que tem o poder de harmonizar um ser vivo em seu plano energético, emocional, psíquico e físico. Ele pode ser definido como o fármaco que mais se aproxima à personalidade da pessoa. Seus conflitos, sua vocação, seus medos, seu comportamento e seu modo de reagir aos fatos da vida, é o que vai garantir seu medicamento único.

Entretanto, diante de situações que podem ter ocorrido durante a vida do indivíduo, possivelmente seu Similimum pode ter sido alterado. Isto é, pelas queixas físicas pode-se utilizar outros medicamentos para os sintomas locais – o Similimum Momentum ou Físico - onde através do estímulo energético ocorrem os desbloqueios necessários para clarear o Similimum, gerando a harmonização eficaz e constante.

Por levar em consideração o todo físico, energético, emocional e psíquico, a Homeopatia Similimum ou Momentum, associada aos miasmas ou diáteses, harmoniza o indivíduo e este se torna mais evoluído.

A homeopatia é riquíssima em modelos de aplicação complementar na fase local, através de um estímulo homeopático, com a intenção de agir no órgão doente, mas, tendo em mente que este estímulo é energético e age na pessoa como um todo, ele vai ressoar no paciente amplamente.

Pessoa sadia, normalizada: seu plano psíquico é harmônico; sua alimentação natural; adapta-se as mudanças de tempo; seus estímulos energéticos são positivos, florais, plantas medicinais, sal natural, alimentação e bebidas naturais.

Ausência de miasmas. O homeopata não médico aplica os estímulos energéticos positivos, ajuda o indivíduo a exonerar as suas toxinas físicas, psíquicas e emocionais, pois, na verdade as doenças são uma forma natural de cura. Elas provocam uma eliminação das impurezas do corpo, purifica-o e eleva o humor do Ser Vivo.

3.2. Medicina Oficial

A doença se processa do exterior para o interior, de baixo para cima, dos órgãos de menor hierarquia para os de maior e as doenças suprimidas com tratamento químico geram novos sintomas, contudo, novas doenças.

Cada ser humano é igual ou semelhante a outros seres humanos.

Diagnóstico Clínico.

Tratamento padronizado.

A medicina oficial, também chamada alopatia, com o uso de fortes estímulos químicos, gera baixa energia vital. Por não levar em consideração o ser vivo como um todo, a medicina tradicional fragmenta-o em partes que estão desequilibradas e não consegue harmoniza-lo. Ou seja, tais partes doentes irão afetar outros órgãos mais profundamente, pois a enfermidade física não passa de um alerta do corpo de que poderíamos dá-lo os devidos cuidados.

O modelo alopático mantém os pacientes sempre doentes. Isto é, a medicina tradicional e oficial é uma ciência cada vez mais evoluída em técnicas e saberes para manter os enfermos sem curas e dependentes de seus recursos complexos e sofisticados.

Pessoa doente: seu plano psíquico é desarmônico, sua alimentação é artificial (química e com agrotóxicos); baixa resistência a mudanças de temperatura; estímulos energéticos negativos, constantemente em uso de drogas químicas.

Miasmas ou diáteses profundos e crônicos.

A medicina alopática aplica estímulos energéticos químicos negativos para bloquear a saída das toxinas, havendo uma erradicação das doenças, os sintomas diminuem, porque as doenças não foram atingidas.

Cada sintoma “curado” com um remédio alopático é uma energia apagada na pessoa.

Segundo Kent, "se a desaparição dos sintomas não é pela restauração da saúde não se pode considerar como uma cura." Contudo, provavelmente, o dever do médico sería curar o doente e não somente eliminar os sintomas, modificar o aspecto destes, alterar a imagem da enfermidade, imaginando-se que deste modo restabeleceu a ordem.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Pai da homeopatia, Samuel Hahnemann, admitia a existência do imaterial e defendeu a idéia de que seria esse imaterial que teria um grande efeito no ser humano que, todavia, também não seria limitado à matéria. O imaterial do medicamento homeopático agiria, então, pela lei dos semelhantes para induzir no paciente um estado dinâmico de funcionamento chamado de saúde.

No entanto, sem a consideração da possibilidade de existência da Energia Vital no ser humano, a idéia de Hahnemann não pode chegar a fazer pleno sentido, pois o medicamento homeopático conta com esse cenário como pressuposto. Porém, a sociedade moderna age inconscientemente conforme o modelo no qual foi instituida, e esse foi e ainda é predominantemente cartesiano e mecanicista.

Para a medicina oficial, só a medicação alopática irá funcionar, já que essa é compatível com o seu sistema de ciência e de mundo. Segundo ela, provar o funcionamento da homeopatia é impossível. Para esses estudiosos, donos da verdade, a energia vital, o vazio, o imaterial, as diluições infinitesimais, se um dia puder comprovar sua existência, pertenceria a outro departamento.

Portanto, fica o convite a reflexão: Vivemos em uma sociedade onde se prega a quantidade, o ter para suprir a falta, claro, que na medicina oficial não é diferente. Isto é, o que vai classificar o poder de cura em seu remédio é justamente a quantidade química em cada fármaco. E mesmo assim, existe a possibilidade do paciente morrer doente.

Será que a cura não está justamente no imaterial, no nada, no vazio, na falta? Somente quando o ser humano se abre num processo contínuo de evolução da consciência, ele fica mais sensível, susceptível aos efeitos de qualquer estímulo energético desse tipo.

Nessa região de ação é que as técnicas da medicina complementar funcionam e a pessoa fica mais aberta às dosagens mínimas, sobretudo, fica mais flexível e mais criativa. É aí que fica mais fácil mudar padrões de alimentação, comportamento, relacionamento e outros que podem estar na origem de sua desarmonia e saúde.

Obviamente, que a medicina energética, deve manter o seu sistema de conhecimento sempre amplo e aberto, pois, só esse saber amplo e aberto é que, criativo e auto-organizado, pode prover as pistas necessárias para a verdadeira evolução do ser humano. E este, através dos estímulos energéticos positivos proporcionam a sua consciência a verdadeira harmonia em seu Ser.

6. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

MORENO, José Alberto. Medicina energética: o confronto com a medicina oficial. 4a ed. Belo Horizonte: Editora Hipocrática Hahnemanniana, 2007.

Arquivo pessoal: Filme MATRIX (1999).